Desembarque em Rivera: Uma ilha de compras em um mar de contrastes

Uma viagem é sempre um momento marcante na vida de quem se dispõe a este tipo de experiência. Como diz a conhecida frase “você sempre volta diferente de uma viagem”, e não é por menos: você não somente encontra pessoas diferentes como também pode se conhecer melhor. O mais interessante é que isto será possível em viagens para lugares super visitados, como Nova Iorque, Milão, Tokio ou em cidades pequenas como Rivera.

Neste artigo, serão compartilhadas algumas, informações e impressões sobre uma viagem recente à cidade dos Free Shops.

A chegada

Certamente todos que realizaram algum tipo de viagem devem lembrar da sensação de descer de um carro, ônibus ou avião em uma cidade diferente. Você dá aquela esticada nos músculos respira fundo e prepara os sentidos para uma nova experiência. Seu cérebro na hora busca recordações similiares, e, sem querer, começamos a fazer comparações com nossa cidade de origem e outros lugares que conhecemos ao longo da vida.

Rivera e Santana do Livramento

No caso de Rivera e Livramento (cidade brasileira que faz fronteira) não há como não notar os contrastes na arquitetura. Santana do Livramento, segundo um taxista e morador local, “ é o lugar para ficar hospedado”. Assim, os maiores edifícios são de Hotéis, como o Verde Plaza Hotel e o Jandaia, seguidos pelos bancos e prédios históricos.

Já em Rivera o que distoa na paisagem é o prédio do Cassino. As construções que acomodam os free shops misturam o antigo e o contemporaneo, e dão um ar caracteristico à área central. Todas as grandes lojas investem em outdoors e banners de fachada com as marcas mais famosas de perfume e cosméticos, que certamente vão mudando a cada temporada.

A familiaridade

O grande barato de Rivera, principalmente para aquelas pessoas que nunca saíram do Brasil é poder realizar uma viagem “internacional” sem gastar muito e com a vantagem de poder buscar acolhimento bem ao lado, quando sentir saudades de falar em português, de comer um cachorro quente em uma Towner, ou um característico arroz com feijão.

Você poderá prestar atenção também nas mudanças que aparecem em um piscar de olhos. Coisas aparentemente sutis como placas de sinalização, calçamento e publicidade mostram a afirmação das diferenças e a busca pela integração das duas cidades. O que deve ter se acentuado a partir da criação da Praça Internacional, símbolo da “convivência fraternal”, em plena Segunda Guerra Mundial.

Os produtos disponíveis

Quanto aos produtos vendidos é ainda mais interessante. De um lado temos lojas com coleções e propagandas familiares, com Ana Hickmann em algum banner sobre cosméticos, atores de alguma novela nacional em fotos de campanhas de moda, ou lojas conhecidas para muitos brasileiros, como o BIG, Quero-Quero, Lebes, Pompéia, entre outras. Então, você caminha alguns metros e encontra do outro lado da fronteira, imagens em grande tamanho de Julia Roberts, Liv Tyler, Enrique Iglesias e marcas como Gucci, Pierre Cardin, Armani, Tommy Hilfiger e muitas outras.

Os contrastes

Outra curiosidade são as adaptações locais em relação as grandes marcas. Se no Brasil a legislação torna os preços de produtos importados bem mais caras, alguns comerciantes locais procuram vender bolsas e calçados de marcas bastante famosas, e de procedência duvidosa, no “camelódromo” que fica bem ao lado de Rivera, próximo ao Parque Internacional. Algo que ocorre na maioria das cidades, diga-se de passagem.

Um atentende de um free shop em Rivera disse uma frase bastante marcante quando questionado sobre o poder aquisitivo dos moradores: “o dinheiro não mora aqui ele passa por aqui”. Para a grande maioria dos uruguaios moradores da cidade, o emprego se concentra na área de vendas e serviços relacionados ao “mundo dos importados”. Vemos também um contraste característico entre o poder aquisitivo de muitos turistas que formam filas nas portas das lojas de manhã cedo e os vendedores locais.

O nome free shop então é tão importante para a economia local que até mesmo lojas que não possuam o selo de certificação para a venda dos produtos importados, utilizam o nome Free Shop como forma de atrair a atenção dos turistas consumidores.

É importante refletir que uma cidade é dinâmica e muda assim como nossa impressão em relação a ela. Certamente em uma segunda e terceira viagem para um mesmo lugar, mesmo que muita coisa pareça igual, nossa atenção será despertada para as mudanças e transformações que ocorrem o tempo todo.

O que foi apresentado brevemente aqui, representa uma experiência pessoal que poderá ajudar você a direcionar seu olhar para coisas curiosas e interessantes que podem surgir em uma viagem.

Se você tiver algum comentário ou conselho para oferecer, deixe uma mensagem e compartilhe também sua impressão e experiência conosco!

Curiosidade: Uruguaios não podem comprar em seus Free Shops

Um fato bastante curioso, que muitas vezes não percebemos entre as lojas da fronteira do Uruguai, é que o governo uruguaio não permite a venda dos produtos aos seus cidadãos.

Sabemos que a existência dos free shops de Rivera, e em algumas cidades da fronteira Uruguai / Brasil, foi uma decisão do governo do país vizinho na década de 80 para atrair turistas, principalmente brasileiros. Além de desenvolver as cidades e a região, entre outros motivos. É bastante curioso o impedimento de comercialização dos produtos àqueles cidadãos, notado no cartaz fixado em uma loja de Rivera. Acreditamos que os uruguaios devam se sentir prejudicados, mas até certo ponto é aceitável, sendo uma questão de bom senso, já que as lojas realmente atraem turistas e não só para as compras, já que muitos terminam por se interessar pela cultura daquele país.

Cartaz fixado em loja de Rivera alertando a autorização de venda somente a extrangeiros. Foto: Compras na Fronteira

Já presenciamos também o fato de algumas pessoas pedirem como “favor” para que algum turista brasileiro ou de outra nacionalidade autorizada a comprar, “emprestar” sua carteira de identidade para fazer o pagamento. Talvez o Brasil não seja o único país onde tenhamos o “jeitinho brasileiro”, não é mesmo?

Vale ressaltar que não temos conhecimento sobre essa lei uruguaia, apenas as informações, conforme colocamos, e acreditamos que essa proibição ocorra somente nas lojas classificadas e autorizadas como “free shops”. Se alguém souber mais e puder colaborar nos comentários, será bem-vindo!

Preços de Produtos em Rivera

Lupa

Muita gente quer saber preços antes de viajar para fazer compras nos free shops, uma boa dica, que é o que faço sempre, é utilizar o site do Barão Free Shop de Rivera.

Pra quem ainda não sabe, as lojas costumam praticar normalmente os mesmos preços, com pequenas variações, então podemos assim ter uma base. Isso vale pra qualquer uma das cidades uruguaias: Rio Branco, Chuy, Aceguá, Rivera e Artigas. Além disso quase todas, oferecem quase sempre os mesmos produtos, algumas com marcas específicas.

Mas este Free Shops oferece em seu site grande variedade de seu catálogo de preços e um sistema de buscas bem completo, vale a pena!

Acesse por aqui o site direto www.baraofreeshop.com.br, basta entrar numa das categorias do menu em PRODUTOS e buscar o que deseja!