Parcelar Compras em Free Shop

Quem não gosta de poder pagar as suas compras em prestações e comprar aquele produto tão sonhado? Até mesmo quem viaja até a fronteira e visita os free shops sabe que existem aqueles itens que todos desejamos, mas que possuem um valor bastante elevado, ainda que sejam mais barato que em lojas do lado brasileiro.

Mesmo que as lojas situem-se muitas vezes a poucos passos do nosso país, estão em território extrangeiro e são regidos por leis uruguais. Ao cruzar a fronteira e usar o seu cartão de crédito internacional, quem está garantindo a sua compra é a bandeira ou administradora do seu cartão, que possui presença também naquele país. É ela quem paga o estabelecimento e de uma só vez, como em uma transferência internacional de valores.

Quando parcelamos sem juros as compras no Brasil em cartões de crédito, o estabelecimento possui uma negociação com a administradora, e se sujeita, a receber o valor de forma também parcelada pela empresa do cartão. Como falamos de países diferentes, seria bastante complexo essa negociação com tantos pontos e repasses. Infelizmente para quem busca comprar utilizando esta comodidade, os free shops da fronteira, não são os lugares mais indicados, pois não aceitam tal modalidade.

Parcelamento com Juros

Há também as modalidades de parcelamento com juros, em que o cartão paga o valor à loja integral e parcela para o comprador na fatura e com juros, podendo raramente ser encontrado até em lojas fora do país. Infelizmente os encargos são altos e não é nada fácil de ser encontrada a modalidade. Nunca percebemos nenhuma loja que ofereça parcelamento desta forma, se algum leitor tiver informação, será bem-vinda nos comentários do post.

Pague no Débito

Há também o pagamento no débito em conta, para quem possui esta vantagem junto ao seu banco. A compra é paga pelo banco, utilizando o cartão de débito, representado pela empresa do cartão no país em que o correntista se encontra e os encargos, como IOF, debitados da conta corrente. Normalmente os maiores free shops aceitam pagamento desta forma. O seu cartão de débito precisa indicar ser internacional, e em alguns bancos, como o Itaú, é necessário autorizar a compra por determinados períodos no internet banking, caixas eletrônicos, ou ainda na agência.

Maiores Informações

Leia nosso guia sobre Moedas e Pagamentos.

Desembarque em Rivera: Uma ilha de compras em um mar de contrastes

Uma viagem é sempre um momento marcante na vida de quem se dispõe a este tipo de experiência. Como diz a conhecida frase “você sempre volta diferente de uma viagem”, e não é por menos: você não somente encontra pessoas diferentes como também pode se conhecer melhor. O mais interessante é que isto será possível em viagens para lugares super visitados, como Nova Iorque, Milão, Tokio ou em cidades pequenas como Rivera.

Neste artigo, serão compartilhadas algumas, informações e impressões sobre uma viagem recente à cidade dos Free Shops.

A chegada

Certamente todos que realizaram algum tipo de viagem devem lembrar da sensação de descer de um carro, ônibus ou avião em uma cidade diferente. Você dá aquela esticada nos músculos respira fundo e prepara os sentidos para uma nova experiência. Seu cérebro na hora busca recordações similiares, e, sem querer, começamos a fazer comparações com nossa cidade de origem e outros lugares que conhecemos ao longo da vida.

Rivera e Santana do Livramento

No caso de Rivera e Livramento (cidade brasileira que faz fronteira) não há como não notar os contrastes na arquitetura. Santana do Livramento, segundo um taxista e morador local, “ é o lugar para ficar hospedado”. Assim, os maiores edifícios são de Hotéis, como o Verde Plaza Hotel e o Jandaia, seguidos pelos bancos e prédios históricos.

Já em Rivera o que distoa na paisagem é o prédio do Cassino. As construções que acomodam os free shops misturam o antigo e o contemporaneo, e dão um ar caracteristico à área central. Todas as grandes lojas investem em outdoors e banners de fachada com as marcas mais famosas de perfume e cosméticos, que certamente vão mudando a cada temporada.

A familiaridade

O grande barato de Rivera, principalmente para aquelas pessoas que nunca saíram do Brasil é poder realizar uma viagem “internacional” sem gastar muito e com a vantagem de poder buscar acolhimento bem ao lado, quando sentir saudades de falar em português, de comer um cachorro quente em uma Towner, ou um característico arroz com feijão.

Você poderá prestar atenção também nas mudanças que aparecem em um piscar de olhos. Coisas aparentemente sutis como placas de sinalização, calçamento e publicidade mostram a afirmação das diferenças e a busca pela integração das duas cidades. O que deve ter se acentuado a partir da criação da Praça Internacional, símbolo da “convivência fraternal”, em plena Segunda Guerra Mundial.

Os produtos disponíveis

Quanto aos produtos vendidos é ainda mais interessante. De um lado temos lojas com coleções e propagandas familiares, com Ana Hickmann em algum banner sobre cosméticos, atores de alguma novela nacional em fotos de campanhas de moda, ou lojas conhecidas para muitos brasileiros, como o BIG, Quero-Quero, Lebes, Pompéia, entre outras. Então, você caminha alguns metros e encontra do outro lado da fronteira, imagens em grande tamanho de Julia Roberts, Liv Tyler, Enrique Iglesias e marcas como Gucci, Pierre Cardin, Armani, Tommy Hilfiger e muitas outras.

Os contrastes

Outra curiosidade são as adaptações locais em relação as grandes marcas. Se no Brasil a legislação torna os preços de produtos importados bem mais caras, alguns comerciantes locais procuram vender bolsas e calçados de marcas bastante famosas, e de procedência duvidosa, no “camelódromo” que fica bem ao lado de Rivera, próximo ao Parque Internacional. Algo que ocorre na maioria das cidades, diga-se de passagem.

Um atentende de um free shop em Rivera disse uma frase bastante marcante quando questionado sobre o poder aquisitivo dos moradores: “o dinheiro não mora aqui ele passa por aqui”. Para a grande maioria dos uruguaios moradores da cidade, o emprego se concentra na área de vendas e serviços relacionados ao “mundo dos importados”. Vemos também um contraste característico entre o poder aquisitivo de muitos turistas que formam filas nas portas das lojas de manhã cedo e os vendedores locais.

O nome free shop então é tão importante para a economia local que até mesmo lojas que não possuam o selo de certificação para a venda dos produtos importados, utilizam o nome Free Shop como forma de atrair a atenção dos turistas consumidores.

É importante refletir que uma cidade é dinâmica e muda assim como nossa impressão em relação a ela. Certamente em uma segunda e terceira viagem para um mesmo lugar, mesmo que muita coisa pareça igual, nossa atenção será despertada para as mudanças e transformações que ocorrem o tempo todo.

O que foi apresentado brevemente aqui, representa uma experiência pessoal que poderá ajudar você a direcionar seu olhar para coisas curiosas e interessantes que podem surgir em uma viagem.

Se você tiver algum comentário ou conselho para oferecer, deixe uma mensagem e compartilhe também sua impressão e experiência conosco!

Curiosidade: Uruguaios não podem comprar em seus Free Shops

Um fato bastante curioso, que muitas vezes não percebemos entre as lojas da fronteira do Uruguai, é que o governo uruguaio não permite a venda dos produtos aos seus cidadãos.

Sabemos que a existência dos free shops de Rivera, e em algumas cidades da fronteira Uruguai / Brasil, foi uma decisão do governo do país vizinho na década de 80 para atrair turistas, principalmente brasileiros. Além de desenvolver as cidades e a região, entre outros motivos. É bastante curioso o impedimento de comercialização dos produtos àqueles cidadãos, notado no cartaz fixado em uma loja de Rivera. Acreditamos que os uruguaios devam se sentir prejudicados, mas até certo ponto é aceitável, sendo uma questão de bom senso, já que as lojas realmente atraem turistas e não só para as compras, já que muitos terminam por se interessar pela cultura daquele país.

Cartaz fixado em loja de Rivera alertando a autorização de venda somente a extrangeiros. Foto: Compras na Fronteira

Já presenciamos também o fato de algumas pessoas pedirem como “favor” para que algum turista brasileiro ou de outra nacionalidade autorizada a comprar, “emprestar” sua carteira de identidade para fazer o pagamento. Talvez o Brasil não seja o único país onde tenhamos o “jeitinho brasileiro”, não é mesmo?

Vale ressaltar que não temos conhecimento sobre essa lei uruguaia, apenas as informações, conforme colocamos, e acreditamos que essa proibição ocorra somente nas lojas classificadas e autorizadas como “free shops”. Se alguém souber mais e puder colaborar nos comentários, será bem-vindo!

Tudo o que você vai encontrar em Rivera

Dizem que viajar para um lugar desconhecido é como jogo de azar: É preciso sorte para ter uma boa experiência. Discordo completamente disto. Uma boa viagem se consegue com a soma de três coisas: preparação, disposição e receptividade.

Se preparar para uma viagem é algo que a maioria das pessoas já sabe bem. Não é a toa que o Compras na Fronteira faz tanto sucesso. Aqui você encontra informações importantes como cotas de isenção, formas de pagamento, endereço e dicas sobre os free shops, gastronomia, mapas , rotas e hotéis, e muito mais.

Quanto a segunda palavra, também é familiar para a maioria das pessoas. Disposição tem a ver com o fato de sabermos que em uma viagem poderão surgir alguns contratempos. Haverá também a quantidade de horas sentado em uma poltrona de avião, trem, ônibus ou banco de carro, a arrumação das bagagens, o fato de dormir em um lugar diferente, e etc. Mas na maioria das vezes conseguimos atenuar estas dificuldades, refletindo sobre a existência de um objetivo maior. No caso dos free shops, a compra de produtos de qualidade por um preço mais baixo.

No entanto, nem todo mundo dá a devida importância para a terceira palavra, a receptividade. Algo fundamental para uma viagem de sucesso.
Pensando nisto, apresentamos algumas dicas que poderão fazer de sua viagem ao Uruguai algo inesquecível. Confira!

Vá com Calma

Ir com calma significa aproveitar cada detalhe de sua viagem. Os uruguaios são extremamente cordiais com os estrangeiros. Nas lojas darão grandes conselhos sobre o vinho indicado para seu gosto, o perfume que melhor corresponde as suas expectativas, o prato mais saboroso e muitas outras opções. As pessoas, na maioria das vezes, refletem a maneira como agimos em relação a elas, assim se você for receptivo e amável com os nativos, receberá o mesmo e muito mais em troca.

Aprenda Espanhol

Calma, também não precisa se matricular em um cursinho intensivo de espanhol, se vai ficar um dia ou final de semana. Mas aprender algumas palavras sempre trás vantagens.
Os vendedores e atendentes dos free shops e restaurantes são, em grande maioria, bilingues. É incrível a capacidade deles de reconhecer um turista e adaptar o idioma. Mas se você arriscar trocar algumas palavras em espanhol, conseguirá quebrar o gelo e descontrair o ambiente. Lembro de fazer amizade com uma vendedora do setor de cosméticos de um free shop abordando com um “¡Hola! ¿Qué Tal?” , ela foi tão simpática que me ofereceu um perfume incrível para dar de presente, e com um preço muito bom. Contou que adorava aquela fragrância e era especial pois havia recebido de presente, em sua festa de debutante.

Saia da Dieta

Tenho amigos que por cautela ou comodismo procuram fast foods e franquias quando viajam para outro país. Uma pena, na minha opinião. Uma experiência gastronômica é tão significativa que faz muitas pessoas programarem viagens tendo este único objetivo em mente.

Assim, é preciso estar aberto e experimentar comidas diferentes. No caso do Uruguai é mais fácil, pois sua culinária é bastante familiar à comida brasileira. Como não se apaixonar pelo dulce de leche que acompanha inúmeros doces e folhados. Ou o famoso chivito, um sanduíche de carne cortada em fatias finas, com alface, tomate, presunto, ovo cozido e panceta (bacon). E o seu tradicional asado, com carnes selecionadas e de excelente qualidade.

Volte Sempre que Puder

Quando vamos ao cinema e assistimos um filme marcante, queremos assistir novamente. A segunda experiência é ainda mais significativa pois prestamos atenção em detalhes que não havíamos reparado na primeira vez.

Da mesma maneira ocorre com uma viagem. Ao retornar, conseguimos perceber coisas com mais atenção, como a cúmbia tocada na lojas e nas ruas, o aroma que sai pelas portas e janelas dos restaurantes, os detalhes arquitetonicos e da decoração, os contrastes e nuances de cores e texturas, a fisionomia e maneira de agir dos nativos e muitas outras coisas.

Nossas sacolas sempre voltam cheias quando viajamos e mais ainda no caso dos free shops uruguaios. Assim como elas, nossa memória também fica recheada de histórias e impressões marcantes. As mais importantes são as positivas, pois tem a capacidade de contagiar as pessoas e despertar bons sentimentos. Desejamos uma ótima viagem a você… contagie-se!

Por Diego Reis

FREE SHOPS do Uruguai – Entenda como funcionam

Frequentemente recebemos comentários e perguntas sobre o funcionamento dos Free Shops do Uruguai, as lojas situadas nas cidades logo após cruzarmos a linha que divide Brasil e Uruguai.

Elas possuem a mesma função dos free shops situadas em área internacional dos aeroportos, onde o governo cobra menos impostos das lojas. Esta é uma medida do governo uruguaio para atrair o turismo.

Curiosamente não se permite a venda de produtos de nenhuma loja classificada oficialmente como um free shop à cidadãos uruguaios. Por esse motivo, seguidamente quando se está em compras, algum uruguaio pede para que passe as compras com ele, o que nesse caso não sabemos ser permitido, dependendo das leis vigentes no país.

Leia informações completas na página Entenda os Free Shops do Uruguai em nosso Guia.

Conhecendo Colonia del Sacramento

Domingo passado estivemos na cidade de Colonia del Sacramento, capital do Departamento de Colonia. A cidade tem origem na antiga cidade de Colônia do Santíssimo Sacramento (com nome em português mesmo), fundada em 1680 a mando do Império Português.

Chegando a Colonia del Sacramento

Chegando a Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento

Colônia é uma cidade linda, pacata, com seu centro histórico impressionantemente bem preservado. Passear por Colonia del Sacramento é ver a história, e não apenas conhecê-la.

Interior de um Ateliê do Centro Histórico

Interior de um Ateliê do Centro Histórico

Além da história e da beleza da cidade, Colonia é parada obrigatória para quem quer ir a Buenos Aires por terra, pois é o ponto do Uruguai mais próximo da cidade, que fica do outro lado do rio. Do porto de Colonia saem balsas que tem percurso de 1h (expressa) ou 3h, e desembarcam diretamente em Buenos Aires.

No centro histórico de Colonia há diversos ateliês, lojinhas e artesanatos. Se você gosta de arte, opções não faltam. Além disso, é possível encontrar souveniers baseados na arte, tapeçaria e porcelanato da época colonial. São excelentes presentes, que remetem à época da colônia Portuguesa.

Ali, do outro lado está Buenos Aires

Ali, do outro lado está Buenos Aires

Um pouco de história
Basicamente, e resumindo toda a história, a cidade foi fundada quando o Império Português quis expandir seus domínios no continente americano, ultrapassando os limites do (hoje) Brasil, assumindo o território Uruguaio, que era de domínio Espanhol.

Com isso, mandou que fosse construído um forte na margem esquerda do Rio da Prata. Esse forte era estratégico, pois ficava bem em frente a cidade de Buenos Aires (ponto mais forte do Império Espanhol na América do Sul), do outro lado do rio (30km de distância), e assim as tropas portuguesas poderiam se preparar para um ataque espanhol, já que era possível enxergar a olho nú a cidade de Buenos Aires.

Mas essa estratégia não funcionou muito bem. Após alguns meses, veio a resposta do Império Espanhol. Tropas espanholas tomaram a cidade de Colonia, e a reintegraram ao seu território. Anos mais tarde, Colonia voltou a ser de domínio Português.

Calle de los Suspiros

Calle de los Suspiros

Colonia del Sacramento mudou muitas vezes de domínio, entre Portugueses e Espanhóis. Era um ponto estratégico para ambos. Somente em 1801 a luta pelo território cessou. Com o Tratado de Badajoz, Portugal ficava com seu território limitado a fronteira que até hoje é conhecida, a linha Quaraí – Jaguarão – Chuí, no Rio Grande do Sul (na época, Província de São Pedro), mas mantinha a “administração” da cidade de Colonia e seu porto.

Porém, em 1817, D. João VI incorporou todo o território do Uruguai aos domínios portugueses, e o Uruguai passou a se chamar Província Cisplatina. Com a independência do Brasil, em 1822, o Uruguai ficou anexado ao território brasileiro até se ver livre por completo em 1828, quando foi fundada a República Oriental do Uruguai.

Conheça Colonia del Sacramento
» Visite o site oficial de Colonia del Sacramento e veja as atrações que a cidade oferece.
» Saiba mais da história da cidade na Wikipédia.