Vou postar aqui o que escrevi ano passado, no meu
blog.
Essa foi a viagem mais tragicômica da minha vida...
Vou resumir, porque são 3 posts muito grandes...
Mas caso queriam ver a história completa, com todos os detalhes, tragédias e piadas, cliquem aqui:
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Parte 1»
Parte 2»
Parte 3Essa foi a nossa primeira viagem para Rivera.
Decidimos de uma hora pra outra viajar, aquelas viagens improvisadas, sabe?
Em uma madrugada, organizamos tudo. Decidimos que iríamos pra Rivera (e não Río Branco), o trajeto a ser feito, quanto gastaríamos...
Era pra sair às 6h da manhã, mas como acontece com todo mundo, nos atrasamos e saímos às 9:15h hehehe
Saímos de Porto Alegre e enfrentamos uma neblina cerrada, que nos atrasou muito. Passando Butiá, o Daniel (primo do Gustavo, que estava dirigindo), acelerou "um pouco" (não façam isso, é feio... e perigoso)!
Fizemos uma parada pro xixi num paradouro, perto da entrada da estrada que vai pra Cachoeira do Sul. Seguimos viagem e muito tempo depois, passamos por um posto um pouco antes da RS-158 (que vai até Rivera). Estávamos entrando na reserva, mas pensamos em não parar ali e ir no próximo... afinal, eram 70km a frente, haveriam postos...
Não havia nenhum.
Quando entramos na RS-158, entramos também na reserva. E ainda achávamos que haveria um posto. Passados muitos quilômetros, vimos que não teria nenhum posto... e nem dava pra voltar atrás, porque não chegaríamos.
Uma hora, a gasolina acabou. No meio do nada. Ficamos parados e ninguém nos dava carona até o próximo posto. Pedi pra uma senhora em uma casa (por sorte havia uma), uma mangueira, pois lembramos que o carro tinha quase 1 litro de gasolina no tanque de injeção! Ela nos conseguiu a mangueira do chuveiro dela (chuveirinho). Tiramos a gasolina e seguimos viagem até um posto Texaco que estava uns 3km a frente (a senhora nos avisou que havia).
Chegando lá, o posto estava fechado! Mas o restaurante aberto, e o Daniel conseguiu (comprou a preço de ouro) com o dono do restaurante mais gasolina pra nós.
Seguimos viagem e chegamos a Santana do Livramento! Procurando pela tal fronteira passamos pela praça que nos divide, e de repente vimos as placas de ruas estranhas, os carros com placas brancas. Já tinhamos chegado no Uruguay. hehehe

Começamos a pesquisar e depois fomos pras compras!
Em dois dias (sábado e domigo) compramos muitas coisas, em diversas lojas... Compramos perfumes na Ophra, que tinha a melhor cotação... eletronicos e bebidas na Siñeriz, mais perfumes na Zebra...

Passamos por situações
muito engraçadas, como o que chamamos de "Portuñol forzado", que era falar as palavras colocando "ue", "ie", e repetir qualquer sílaba da palavra! E ainda falávamos bem alto, pra todo mundo ouvir! A reação das pessoas era indescritível! Dos vendedores então, nem se fala!

Outra coisa que aconteceu foi que enquanto eu esperava na fila interminável da Siñeriz pra retirar as compras, o Daniel deu um balão bem no meio da avenida Sarandí, a policia parou ele e recolheram os documentos!
Aliás,
ficadica: a polícia da fronteira não perdoa! Eles querem arrancar o dinheiro dos brasileiros a todo custo! Cuidado!
Depois de pagar 1800 Pesos pra ter os documentos de volta, fomos pro hotel Verde em Santana pra largar as coisas.
Saímos pra jantar e achamos um restaurante bem escondidinho, que quase passamos reto, é a Parrillada Don René.
O que falar sobre eles? Simplesmente
a melhor carne que você pode comer na fronteira! É verdade! Falo pra todo mundo que conheço que que vai pra Rivera.
Comam lá! Não vão se arrepender
nunca!

Voltamos pro hotel pra descansar e continuar as compras no dia seguinte.
No dia seguinte, saímos tarde pro café da manhã (como sempre), tomamos o café, encontramos o Elói Zorzetto, e voamos pras lojas terminar as compras (tínhamos que deixar o hotel ao meio-dia). Aturei uma mulher fedendo a asa por mais de 30min na fila da Siñeriz...
Compramos o resto das coisas nas lojas que estavam abertas (a maioria fecha aos domingos) e voltamos em cima da hora pro hotel pra fazer checkout.
Não estouramos as cotas (na época, não sabia que a minha máquina digital não entrava na cota), mas também não queríamos parar no posto da polícia por causa de toda burocracia.
Felizmente havia um caminhão na frente, e eles tiveram que parar!
Nós passamos, e seguimos viagem de volta! Dessa vez, sem problemas com gasolina!

Aqui um pequeno preview do que compramos (foto batida com a câmera que comprei na Siñeriz - Canon PowerShot A470, USD 135,00):

Como disse, tá bem resumido essa história, e a completa, com direito aos mínimos detalhes, podem ver aqui:
http://www.filipeschuler.com/blog/tag/rivera/Um abraço!